{"id":359,"date":"2020-09-16T23:17:22","date_gmt":"2020-09-17T02:17:22","guid":{"rendered":"http:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/?page_id=359"},"modified":"2020-09-16T23:17:27","modified_gmt":"2020-09-17T02:17:27","slug":"historia-do-grupo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/historia-do-grupo\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Grupo"},"content":{"rendered":"\n<p>Coordenado pela Profa. Laura S\u00e1nchez Garc\u00eda junto com os Professores Roberto Pereira e Natasha Valentim, do Departamento de Inform\u00e1tica da UFPR,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span>o Grupo\u00a0<em>Design de Intera\u00e7\u00e3o para a Inclus\u00e3o e o Desenvolvimento Social<\/em>\u00a0possui tradi\u00e7\u00e3o no desenvolvimento de pesquisas de car\u00e1ter social, inclusivo e participativo. O grupo se interessa pela investiga\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es te\u00f3ricas, metodol\u00f3gicas e aplicadas da Intera\u00e7\u00e3o Humano-Computador, e \u00e1reas afins, que tenham como prop\u00f3sito a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento social, e que adotem uma perspectiva socialmente consciente e respons\u00e1vel. \u00a0O grupo possui parceria com a Profa. Tanya Amara Felipe na linha de pesquisa sobre Libras, e potencial de atua\u00e7\u00e3o ampliado por v\u00e1rios\u00a0professores e pesquisadores colaboradores e dezenas de alunos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado. Dentre os resultados de suas atividades, o grupo j\u00e1 produziu mais de 1 centena de trabalhos publicados em confer\u00eancias, revistas e livros, al\u00e9m de diversos artefatos, sistemas de software, frameworks e modelos conceituais para apoiar o design de sistemas computacionais interativos.<\/p>\n<h1><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h1>\n<h3><strong>Origem<\/strong><\/h3>\n<p>A origem do grupo IHC-UFPR (recriado em 2010 sob o t\u00edtulo \u201cDesign de Intera\u00e7\u00e3o para a Inclus\u00e3o e o Desenvolvimento Social\u201d) se confunde com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da \u00e1rea de Intera\u00e7\u00e3o Humano Computador (IHC) no Brasil, pois a sua criadora, Laura S\u00e1nchez Garc\u00eda, \u00e9 a autora da primeira disserta\u00e7\u00e3o (1990) e da primeira tese (1995) nessa disciplina desenvolvidas e defendidas no Departamento de Inform\u00e1tica da PUC-Rio.<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o aplicada a outras sub\u00e1reas da Computa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Acompanhando a atua\u00e7\u00e3o de Garc\u00eda no Departamento de Inform\u00e1tica da UFPR, o grupo iniciou sua atua\u00e7\u00e3o por meio de trabalhos de aplica\u00e7\u00e3o da IHC \u00e0s \u00e1reas de Banco de Dados e Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, em parcerias abertas, respectivamente, pelos\u00a0<strong>Profs. Marcos Sfair Sunye<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Alexandre Ibrahim Direne<\/strong>. Foram desenvolvidos, ent\u00e3o, in\u00fameros trabalhos de disserta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m de maneira interdisciplinar, foi estabelecida, nessa \u00e9poca, a parceria com a\u00a0<strong>Profa. Claudia Robbi Sluter<\/strong>, da Cartografia, pela qual uma doutoranda,\u00a0<strong>Profa. Lucia Teresinha Peixe Maziero<\/strong>, desenvolveu uma tese sobre mapas interativos com co-orienta\u00e7\u00e3o no grupo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com a inclus\u00e3o da disciplina de IHC nos cursos do Departamento (Bacharelado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o &#8211; BCC e o posterior, de Inform\u00e1tica Bio-M\u00e9dica &#8211; IBM), a \u00e1rea foi se tornando conhecida dos nossos estudantes e passou a ser selecionada, mais tarde, como \u00e1rea de interesse espec\u00edfico para a P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o stricto-sensu.<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/strong><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">O \u201csegundo chap\u00e9u\u201d de Garc\u00eda, no grupo de pesquisa \u201cCentro de Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Software Livre\u201d (C3SL), determinou a apropria\u00e7\u00e3o dos conhecimentos da IHC para a sua aplica\u00e7\u00e3o no design dos ambientes de interface e intera\u00e7\u00e3o em diversos projetos de ponta para a Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica junto ao Governo Estadual do Paran\u00e1 (como foi o caso do projeto \u201cParan\u00e1 Digital\u201d, na gest\u00e3o do Governo Estadual de Roberto Requi\u00e3o, entre outros) e ao Governo Federal (entre os quais pode se citar a distribui\u00e7\u00e3o Linux Educacional, distribu\u00edda, nacionalmente pelo Governo Federal na gest\u00e3o de Dilma Rousseff, nas escolas do Pa\u00eds que adotaram a pol\u00edtica de software livre).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Apesar de, desde essa \u00e9poca e junto com a designer e\u00a0<strong>Profa. Juliana Bueno<\/strong>, o Grupo vir atuando em Design de Intera\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica, Garc\u00eda e Bueno sentiam, ainda, a ang\u00fastia de fazerem design para a maioria. Isto porque perto da totalidade da popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancias se encontra em situa\u00e7\u00e3o de \u201cexclus\u00e3o exponencial\u201d, pois pertence \u00e0 classe da base da pir\u00e2mide social e \u00e9, ainda, exclu\u00edda pela sua \u201cdefici\u00eancia\u201d. Emolduradas pelo contexto socialmente inclusivo que o Pa\u00eds atravessava, surgiram, naturalmente, a motiva\u00e7\u00e3o para a busca da acessibilidade primeiro e, ao identificar as situa\u00e7\u00f5es de alijamento a que muitas comunidades estavam relegadas, para o suporte \u00e0 sua inclus\u00e3o e ao seu desenvolvimento pleno depois, ao mesmo tempo em que se vislumbrou a necessidade de ades\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica do design universal.<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o para a Inclus\u00e3o e a Educa\u00e7\u00e3o de Surdos<\/strong><\/h3>\n<p>No \u00e2mago do design para a inclus\u00e3o e o desenvolvimento social e sem experi\u00eancia no segmento, o Grupo iniciou suas atividades de pesquisa com base em literatura oriunda da Psicologia Experimental, que, mais tarde, se provou inadequada para os princ\u00edpios e os prop\u00f3sitos do grupo, por trabalhar com o conceito de \u201cnormalidade\u201d da Cl\u00ednica M\u00e9dica. Foi a partir do contato e da parceria com Sueli Fernandes que o grupo fincou bases s\u00f3lidas sobre a Cultura Surda e, decorrentemente, para o design de artefatos tecnol\u00f3gicos com potencial de a\u00e7\u00e3o social para essas comunidades. Uma tese que desenvolveu um ambiente de apoio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o inclusiva de conhecimento envolvendo os perfis Surdo, N\u00e3o Surdo e Int\u00e9rprete, de autoria da\u00a0<strong>Profa. Daniela Guilhermino de Freitas<\/strong>, e uma s\u00e9rie de disserta\u00e7\u00f5es, foram desenvolvidas para esse p\u00fablico, ao redor de uma arquitetura que tem por n\u00facleo um modelo de representa\u00e7\u00e3o computacional da estrutura da Libras (desenvolvido na tese do\u00a0<strong>Prof. Diego Roberto Antunes<\/strong>) e compreende os n\u00edveis de software b\u00e1sico, ferramentas e aplica\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s a colabora\u00e7\u00e3o inicial da\u00a0Profa. Sueli Fernandes, a maioria dos trabalhos neste projeto foram desenvolvidos em co-orienta\u00e7\u00e3o juntamente com a\u00a0<strong>Profa.Tanya Amara Felipe<\/strong>, do INES (Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos).<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o de apoio ao Letramento (crian\u00e7as Surdas)<\/strong><\/h3>\n<p>Paralelamente, o grupo resgatou a voca\u00e7\u00e3o de seus membros para o Letramento (ensino-aprendizagem da leitura cr\u00edtica e da escrita visando a sua apropria\u00e7\u00e3o social), voltando inicialmente seus esfor\u00e7os para o letramento de crian\u00e7as Surdas em L\u00edngua Portuguesa (LP) escrita. A partir dos resultados de um estudo in loco do M\u00e9todo de Letramento pela Via Direta da Associa\u00e7\u00e3o Francesa para a Leitura (Association Fran\u00e7aise pour la Lecture\u00a0\u2013 AFL), e de sua socializa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 professora Regente de uma turma de letramento de uma escola bil\u00edngue de Surdos p\u00fablica da Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba &#8211;\u00a0<strong>Suellym Opolz<\/strong>,<strong>\u00a0Juliana Bueno<\/strong>, juntamente com Suellym, levaram quatro crian\u00e7as Surdas na 3a\u00a0s\u00e9rie do Ensino Fundamental sem motiva\u00e7\u00e3o anterior para a leitura e a escrita em LP a se apropriarem delas com fim social de forma irrevers\u00edvel.<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o de apoio ao Letramento e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos por crian\u00e7as com defici\u00eancia visual<\/strong><\/h3>\n<p>Ap\u00f3s a experi\u00eancia do grupo na escola bil\u00edngue de surdos, a leitura de um artigo de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica chamou a aten\u00e7\u00e3o de Laura para o processo de \u201cdesbrailliza\u00e7\u00e3o\u201d (desconstru\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica social da leitura e da escrita em Braille \u2013 tido pelos estudiosos como O passaporte por excel\u00eancia para a aquisi\u00e7\u00e3o da cidadania plena pelas pessoas com defici\u00eancia visual) em curso e determinou o tema de um p\u00f3s-doutorado: alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as cegas. Durante esse ano, o trabalho, evoluindo a partir dos resultados da tese de Juliana Bueno para o letramento de crian\u00e7as Surdas, buscou o mapeamento dos requisitos espec\u00edficos que um ambiente de apoio ao letramento de crian\u00e7as com defici\u00eancia visual deveria ter. A pesquisa envolveu uma pr\u00e1tica estritamente obrigat\u00f3ria que se refere \u00e0s discuss\u00f5es continuadas dos resultados parciais com a<strong>\u00a0Profa. Maria da Gl\u00f3ria de Souza Almeida<\/strong>, do Instituto Benjamin Constant, refer\u00eancia nacional na alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as pelo sistema Braille. Incluiu, adicionalmente, a colabora\u00e7\u00e3o parceira de\u00a0<strong>Regina Caldeira de Oliveira<\/strong>, membro da primeira Comiss\u00e3o de Braille do Pa\u00eds, atualmente coordenadora da revis\u00e3o de material em Braille da Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill. Esse esfor\u00e7o rendeu uma disserta\u00e7\u00e3o em fase de finaliza\u00e7\u00e3o, mais uma rec\u00e9m iniciada, uma tese em andamento e outra prevista, agora ampliando o objetivo para o design e desenvolvimento de ambientes de interface tang\u00edveis de apoio tanto ao letramento quanto \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos de maneira geral.<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o de apoio \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancias sensoriais m\u00faltiplas<\/strong><\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Na esteira da a\u00e7\u00e3o no apoio \u00e0 inclus\u00e3o e ao desenvolvimento social, Garc\u00eda assistiu, em 2016, o F\u00f3rum de Pessoas com Surdocegueira e com Defici\u00eancias Sensoriais M\u00faltiplas, organizado e executado conjuntamente pela AHIMSA e a USP-Educa\u00e7\u00e3o e ocorrido na cidade de S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s o F\u00f3rum, Garc\u00eda visitou e se sensibilizou com o trabalho da AHIMSA, Escola dirigida pela\u00a0<strong>Profa. Shirley Rodrigues Maia<\/strong>\u00a0que busca, caso a caso, dar condi\u00e7\u00f5es de autonomia (poder de decis\u00e3o) a pessoas que, normalmente, tem a sua vontade desconsiderada at\u00e9 no \u00e2mago do n\u00facleo familiar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Durante o F\u00f3rum, foi poss\u00edvel identificar os principais problemas e desafios enfrentados por essas comunidades e pelas comunidades de pesquisa e de educa\u00e7\u00e3o. Soubemos que o desenvolvimento, a educa\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos exige muitas vezes dedica\u00e7\u00e3o pessoal (do \u201cparceiro de comunica\u00e7\u00e3o\u201d) e que isto leva \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de quase exclus\u00e3o dos pesquisadores da comunidade acad\u00eamica (e da decorrente falta de bibliografia relacionada), de partida, pois o conjunto de pessoas nessas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 significativo para justificar P &amp; D (\u2026) porque, em sendo a situa\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o praticamente individual, os trabalhos s\u00e3o considerados pouco embasados do ponto de vista te\u00f3rico. Nessa situa\u00e7\u00e3o, e a partir das necessidades destas comunidades, propusemos o design e o desenvolvimento de um ambiente de compartilhamento de relatos \u00a0de experi\u00eancias (estudos de caso) de educa\u00e7\u00e3o de pessoas com surdocegueira e defici\u00eancias sensoriais m\u00faltiplas apoiadas em referentes te\u00f3ricos de Comunica\u00e7\u00e3o Alternativa, entre outras \u00e1reas de pesquisa desse segmento da Educa\u00e7\u00e3o Especial.<\/p>\n<h3><strong>Intera\u00e7\u00e3o de apoio ao treino da solidariedade e \u00e0 pr\u00e1tica da colabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Ainda pela lente da justi\u00e7a social, desta vez pelo prisma da necessidade de toler\u00e2ncia para a Paz mundial, o grupo se associou ao AND-Lab, da\u00a0<strong>antrop\u00f3loga Dra. Fernanda Eug\u00eanio<\/strong>, em Lisboa, para desenvolver vers\u00f5es distribu\u00eddas do Modo Operativo AND, que, em forma de jogo, permite aos participantes se conscientizarem de seus respectivos graus de intoler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00a0opini\u00f5es divergentes e a treinarem a toler\u00e2ncia e a constru\u00e7\u00e3o colaborativa. Esta parceria deu lugar a uma disserta\u00e7\u00e3o j\u00e1 defendida e a uma tese prevista.<\/p>\n<h1><strong>Ingresso de novos quadros<\/strong><\/h1>\n<p dir=\"ltr\">Em 2016, ap\u00f3s 20 anos de \u201cdesbravamento social\u201d do terreno e de constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o prop\u00edcio \u00e0 pesquisa em IHC no Dinf, este departamento passou a contar com um novo docente (1o lugar em concurso p\u00fablico multi-\u00e1rea com 13 candidatos) de relev\u00e2ncia especial para o grupo:\u00a0<strong>Prof. Roberto Pereira<\/strong>, oriundo do grupo de pesquisa em IHC da UNICAMP. Este pesquisador trouxe um salto qualitativo ao grupo, que passou a contar com dois pesquisadores da \u00e1rea, al\u00e9m dos colaboradores de outras sub\u00e1reas da Computa\u00e7\u00e3o &#8211; Grafos (<strong>Prof. Andr\u00e9 Pires Guede<\/strong>s) e \u00a0Rob\u00f3tica (<strong>Prof. Eduardo Todt<\/strong>) &#8211; que j\u00e1 apoiavam o grupo participando de projetos e (co)orientando trabalhos de mestrado e doutorado. O ingresso de Pereira representou, adicionalmente, um catalisador do processo de atua\u00e7\u00e3o conjunta entre os grupos da UFPR e da UNICAMP.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Graduado em Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, Roberto Pereira fez seu Mestrado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o na Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), sob orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Sergio Silva, e seu Doutorado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o na UNICAMP, sob orienta\u00e7\u00e3o da Profa. Maria Cec\u00edlia Calani Baranauskas, ambos na \u00e1rea de IHC. Durante seu P\u00f3s-Doutorado na UNICAMP e na Universidade de Reading na Inglaterra, Pereira consolidou sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o em IHC com foco no design socialmente consciente de sistemas computacionais interativos. Com experi\u00eancia em diversos projetos de pesquisa nos contextos de e-Cidadania, Inclus\u00e3o, e Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, suas pesquisas articulam a \u00e1rea de IHC com Engenharia de Requisitos, Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o e Sistemas Sociot\u00e9cnicos. Seus principais t\u00f3picos de pesquisa envolvem Design Participativo, Semi\u00f3tica Organizacional, Redes Sociais e Web Social, Valores Humanos e Cultura em IHC.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2017, o grupo continua atuando em torno dos tr\u00eas eixos (n\u00e3o mutuamente exclusivos) descritos: Arquitetura Computacional para Intera\u00e7\u00e3o em Libras, Ambientes de apoio ao Letramento para todos e Ambientes de apoio \u00e0 solidariedade e \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o humanas, e daqueles trazidos por Pereira:<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><b>Design Socialmente Consciente e suas teorias, m\u00e9todos, t\u00e9cnicas e aplica\u00e7\u00f5es<\/b>.<\/p>\n<p>Em 2018, o Departamento de Inform\u00e1tica passou a contar com uma nova docente (1o lugar em concurso p\u00fablico multi-\u00e1rea com 8 candidatos) de relev\u00e2ncia especial para o grupo: Profa. Natasha Malveira Costa Valentim. Natasha \u00e9 oriunda do grupo de pesquisa USES (Grupo de Usabilidade e Engenharia de Software) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde fez sua gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, e onde tamb\u00e9m obteve grau de mestre e doutora em Inform\u00e1tica pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica da UFAM, sob a orienta\u00e7\u00e3o da Profa. Dra. Tayana Conte. Em seu doutorado pesquisou sobre a antecipa\u00e7\u00e3o da usabilidade nas fases iniciais do processo de desenvolvimento de software, e sua tese ganhou o 2o lugar na categoria Doutorado do Concurso de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es em Qualidade de Software do Simp\u00f3sio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS) em 2018.<br \/>Natasha possui experi\u00eancia na \u00e1rea de Engenharia de Software, Intera\u00e7\u00e3o Humano-Computador e Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, atuando nos seguintes t\u00f3picos de pesquisa: Avalia\u00e7\u00e3o e projeto de Usabilidade, Experi\u00eancia do Usu\u00e1rio, Acessibilidade, Tecnologia Assistiva, Interface Natural do Usu\u00e1rio, Intera\u00e7\u00e3o Humano-Computador Experimental, Qualidade de Software, Engenharia de Software Experimental e Educa\u00e7\u00e3o 4.0.<\/p>\n<h1><strong>Princ\u00edpios e estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas<\/strong><\/h1>\n<p dir=\"ltr\">Os princ\u00edpios que vem dando sustento \u00e0 caminhada do grupo s\u00e3o listados a seguir.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Vis\u00e3o inicial pessoal de mulher, uruguaia, brasileira, latino-americana e, de forma geral, de \u201ccidad\u00e3 do Mundo\u201d. Entre outras coisas, esta vis\u00e3o levou ao projeto de arquiteturas, ferramentas e aplica\u00e7\u00f5es computacionais pass\u00edveis de apropria\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o por pesquisadores de outros pa\u00edses. Isto foi poss\u00edvel, num dos projetos eixo, pelo fato de os componentes fonol\u00f3gicos das l\u00ednguas de sinais serem de car\u00e1ter universal (limitados pela \u00a0fisiologia dos movimentos) e, em outro, pelas possibilidades de internacionaliza\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o colocadas como requisito. \u00a0\u00a0Esta vis\u00e3o foi ampliada, durante o percurso, pela conjun\u00e7\u00e3o das vis\u00f5es aportadas pelos diversos participantes (mais recentemente e de forma especial pelo ingresso do Prof. Roberto Pereira), sua cultura de origem e sua perspectiva humana.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Necessidade de priorizar o papel de educadores &#8211; para o exerc\u00edcio da cidadania consciente e solid\u00e1ria &#8211; sobre o de professores de disciplina (sem preju\u00edzo deste \u00faltimo);<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Indissolubilidade entre Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o. Este princ\u00edpio nos levou \u00e0 necessidade de enxergarmos o espa\u00e7o de trabalho na Universidade P\u00fablica como \u201ctrincheira\u201d de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento com o objetivo principal de interven\u00e7\u00e3o social. Esta vis\u00e3o \u00e9 compartilhada por outros grupos de pesquisa dentro da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o seja a mais comum;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Compreens\u00e3o da paz n\u00e3o somente na acep\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra mas, tamb\u00e9m e de forma inter-relacionada, como um estado que n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado sem justi\u00e7a social;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Pr\u00e1tica da pesquisa de forma multi, inter e transdisciplinar. Multidisciplinar, pela atua\u00e7\u00e3o conjunta com outras disciplinas. Interdisciplinar, pelo aproveitamento das diferentes vis\u00f5es por elas trazidas que permitem uma perspectiva mais ampla de an\u00e1lise. Transdisciplinar, pela busca incessante dos espa\u00e7os de apropria\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter inovador da tecnologia, o que determinou a constru\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos que n\u00e3o poderiam ser categorizados como pertencentes a uma qualquer das disciplinas das diferentes parceiras.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Constru\u00e7\u00e3o de conhecimento no processo cient\u00edfico sempre em parceria com os respectivos especialistas das diversas \u00e1reas de conhecimento (em Inform\u00e1tica chamadas de \u201c\u00e1reas de aplica\u00e7\u00e3o\u201d) envolvidas. Os professores pesquisadores de outras disciplinas do saber com os quais trabalhamos de forma mais pr\u00f3xima s\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>L\u00facia Peixoto Cherem<\/strong>, professora doutora do Departamento de Letras da UFPR hoje aposentada (letramento no seu car\u00e1ter de apropria\u00e7\u00e3o social da leitura e da escrita que considero preponderante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o);<\/p>\n<p><strong>Sueli de F\u00e1tima Fernandes<\/strong>, professora doutora do Departamento de Letras da UFPR (Cultura surda e L\u00edngua Brasileira de Sinais \u2013 Libras), at\u00e9 2013;<\/p>\n<p><strong>Tanya Amara Felipe<\/strong>, doutora em Lingu\u00edstica, professora titular aposentada da Universidade Estadual de Pernambuco e professora adjunta do Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos (Libras &#8211; em todos os n\u00edveis de an\u00e1lise lingu\u00edstica, e Educa\u00e7\u00e3o de Surdos);<\/p>\n<p><strong>Maria da Gl\u00f3ria de Souza Almeida<\/strong>, mestre e doutoranda em Educa\u00e7\u00e3o, professora alfabetizadora de crian\u00e7as cegas e refer\u00eancia nacional, do Instituto Benjamin Constant;<\/p>\n<p><strong>Shirley Rodrigues Maia<\/strong>, doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP e criadora e diretora da AHIMSA, escola para a educa\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancias sensoriais m\u00faltiplas, situada na cidade de S\u00e3o Paulo;<\/p>\n<p><strong>Fernanda Eug\u00eanio<\/strong>, doutora em Antropologia, fundadora do AND-Lab, laborat\u00f3rio de pesquisa e interven\u00e7\u00e3o social em prol da constru\u00e7\u00e3o de valores humanos e sociais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Constru\u00e7\u00e3o do conhecimento de apoio \u00e0s comunidades exclu\u00eddas juntamente com estas comunidades. Isto foi efetivado, em dois dos projetos eixo, por meio de oficinas peri\u00f3dicas envolvendo surdos (na sua maioria alunos do curso de Letras-Libras da Universidade), int\u00e9rpretes e n\u00e3o-Surdos (os alunos membros do Grupo de Pesquisa durante o desenvolvimento de seus trabalhos acad\u00eamicos) e num terceiro, a partir da ado\u00e7\u00e3o da metodologia de Pesquisa-A\u00e7\u00e3o junto a uma escola de crian\u00e7as surdas da Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Evolu\u00e7\u00e3o do foco da acessibilidade (vista como condi\u00e7\u00e3o\u00a0sine qua non) para o da inclus\u00e3o (salto surgido a partir da argui\u00e7\u00e3o da candidata Juliana Bueno durante a defesa de sua disserta\u00e7\u00e3o, um de nossos primeiros trabalhos de Mestrado do Grupo, por\u00a0Maria Cec\u00edlia Calani Baranauskas, professora titular da Universidade de Campinas \u2013 UNICAMP) e o desenvolvimento social das comunidades exclu\u00eddas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Grupo tem desenvolvido e mantido uma tradi\u00e7\u00e3o de pesquisas com contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento social em sua perspectiva mais ampla, e tem crescido em termos de participantes, diversidade de t\u00f3picos trabalhados, e de bases te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas empregadas. O grupo tem constantemente estabelecido novas parcerias de trabalho, e est\u00e1 aberto para alunos de Doutorado, Mestrado e Gradua\u00e7\u00e3o que tenham interesse na pesquisa e desenvolvimento em IHC, de forma socialmente respons\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"class_list":["post-359","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=359"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":361,"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/359\/revisions\/361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/web.inf.ufpr.br\/ihc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}